Matando um leão por dia

 

Embora a história apresentada a seguir seja real, os nomes dados aos três personagens são fictícios para preservar o sigilo de cada um deles.

 

Enquanto todos dormem, João Guilherme sonha. Sonha com um mundo melhor, sonha com uma família unida e fraterna. Do lado de fora de sua humilde casa, no embalar de um sono bom, o dia amanhece. Ao tocar do despertador, o menino abre os olhos. Nesse instante, o sonho acabou. A triste realidade de João está de volta e nada mudou: ainda se encontra na mesma situação, na mesma casa, com as mesmas dificuldades, antigos problemas em uma velha rotina.

O pesadelo sempre começa com o abrir dos olhos. Se por um lado as pessoas têm pesadelos à noite, os de João acontecem com o nascer do sol. Quem dera fosse possível fingir que nada disso é real. Então a realidade vem à tona com o grito da mãe de fundo “Joãããão! Hora de levantar! Hoje é segunda!!”.

Levantar. Calçar os chinelos. Ir até o banheiro. Olhar-se no espelho. Ligar o chuveiro: calma! Um pé de cada vez até criar coragem de se enfiar embaixo da água gelada. No fim, a água gelada é um verdadeiro choque de realidade. Opa, banho rápido. O tempo corre. Desliga o chuveiro. Enxuga o corpo e o cabelo com a toalha mais que especial do Capitão América que ganhou no aniversário de 11 anos. Escova os dentes. Mais uma olhada de relance no espelho. Tudo bem, nada mudou. Ainda é o mesmo João.

Bem no cantinho da mesa ele encontra apenas três bolachas de cream cracker e quatro dedos de café em um dos copos que sua mãe guarda de uma coleção de copos de extrato de tomate. As horas começam a passar e, João ainda com os gritos da mãe, se apressa para ir à escola. É nessa correria que termina de se arrumar, veste o uniforme velho e o sapato já desgastado. Assim, o garoto, chutando uma pedra como se fosse bola de futebol, caminha em direção à escola.

Após meia hora de caminhada, o pequeno chega ao seu destino já cabisbaixo, sujo, e com o suor escorrendo pelo rosto. A dificuldade agora é outra. Com uma expressão de cansaço físico, João já não consegue ficar atento durante as aulas da professora, se vê perdido e sem vontade nenhuma de abrir o caderno para copiar os assuntos do dia.

 

Do outro lado da cidade...

 

Pedro começa mais um dia regado à preguiça. Ao som do despertador do seu celular, a segunda-feira começa a tomar forma. No quarto escuro e frio, o menino se espreguiça lentamente na cama macia enquanto aproveita os últimos minutos embaixo do edredom quentinho.

A mãe bate à porta: Querido, hora de levantar, daqui a pouco seu motorista está chegando para levá-lo para a escola. A Ane está preparando seu café da manhã. Alguma sugestão? – O de sempre, mãe. Respondeu ele.

Enquanto seu café é preparado, Pedro senta na cama e pensa na lista de afazeres ao longo do dia. Escola, reforço, inglês, futebol e aula de violão. Que dia cheio, pensou. E logo correu para tomar banho.

Ao retornar para o quarto, vestiu o uniforme extremamente alinhado com cheirinho de roupa recém lavada. Seus tênis novos, comprados dias antes em uma ida ao shopping, estavam à sua espera. Penteou o cabelo, passou o perfume. Não faltava mais nada.

Ao sentar-se à mesa, agradeceu a Deus pela fartura. Pedro tinha tudo do bom e do melhor. Sucos, frutas, pães, iogurtes, queijo, presunto, geleia, todos os itens para um reforçado café da manhã. Ele estava deliciando-se no seu banquete quando ouviu a buzina do carro do Sr. Carlos. Rapidamente Pedro correu, escovou os dentes e despediu-se da mãe com um beijo fraterno. – Até o almoço, mãe. Gritou o menino enquanto andava apressado em direção ao seu motorista.

– Bom dia, Pedro! Dormiu demais hoje? Indagou, Sr. Carlos.

– Bom dia, Sr. Carlos! Acho que perdi a hora embaixo do chuveiro, aproveitando a água quentinha.

E os dois seguiram conversando até a escola de Pedro, a melhor e mais cara da cidade.     

 

Em um bairro da Zona Sul...

 

Cecília acorda às 5h da manhã, dorme pouco e vive atarefada. Além de ser professora de Português em escolas públicas e privadas, ela coordena os principais grupos de leituras e projetos das instituições. Como não tem tempo para montar o plano de aula para seus alunos e corrigir provas durante o dia, resta aproveitar a madrugada. A rotina é exaustiva.

Para a professora, o dia começa antes do amanhecer. Na maioria dos dias, durante a manhã, dá aulas em uma escola próxima de sua residência. Milagrosamente, ela consegue arranjar 30 minutos para almoçar e voltar a lecionar em outra escola. Mas, dessa vez, bem longe.

Sem filhos e um companheiro, Cecília se dedica exclusivamente à sua profissão. Ainda assim é um desafio e tanto, já que possui uma vida solitária. O tempo é tão corrido que vai ao trabalho toda descabelada e cheia de olheiras, porque resolveu terminar suas atividades em casa.

Na manhã de segunda-feira, a jovem professora acorda assustada. Não ouviu o despertador tocar. Quando olha no relógio, percebe o quanto está atrasada. Acabou pegando no sono durante as atividades que realizara na madrugada. Até o notebook ainda estava ligado ao lado, com o planejamento de aulas por terminar.

Ela se apressa. Agora tem que correr contra o tempo. Adeus café da manhã, mas isso não era novidade, já que a alimentação de Cecília sempre ficava em segundo plano em detrimento das outras demandas diárias.

Ela tomou um banho rápido. Vestiu a primeira calça que viu pela frente e a blusa polo preferida. Mal teve tempo de pentear os cabelos, saiu com eles meio presos meio amarrados mesmo. As olheiras não negavam a noite cansativa e mal dormida.

Quando caminhava para o carro, sentiu a frequente dor no estômago e logo pensou: É, não dá, preciso comer pelo menos alguma coisa.

Então decidiu ir até à geladeira, pegou um suco de caixa esquecido há dias lá dentro, colocou no copo e engoliu. Isso deveria ser o suficiente pela manhã. Se tivesse sorte, ainda conseguiria um intervalo para o almoço. 

A primeira parada é na escola particular e logo lembra o quanto os horários são corridos, duas aulas no início da manhã e mais uma no final, na outra escola em que leciona. Então Cecília entra na sala e, para disfarçar o cansaço expressivo no rosto, abre um sorriso e cumprimenta a turma com um bom dia bem animado. A turma parece não se importar muito com o que a professora faz ou deixa de fazer. É quando ela decide ignorar, monta seu Data Show e faz as principais anotações no quadro. Depois de tudo pronto, inicia sua aula.

Soando as primeiras palavras sobre a explicação do que escreveu no quadro, ouve-se as conversas ao fundo da sala. Todos os dias era o mesmo clima de tormento. Silêncio! Ela gritava. Todos paravam por alguns instantes e logo voltavam as conversas paralelas ou o aluno que não prestava atenção porque estava sempre no celular.

A professora parava a aula e sentava-se para corrigir o dever de casa. Um a um ela chamava e era sempre a velha desculpa. “Esqueci professora’’. E no meio desses alunos, estava Pedro, uma das poucas exceções.

 

Na escola de João...

 

João chega à sala e procura um lugar próximo de uma janela para refrescar o corpo todo suado da longa caminhada. Ao encontrar, senta-se em uma cadeira bem pequena de madeira, toda remendada e desgastada. Junto a ela, uma mesa toda rabiscada de caneta.

Triiiiii... é apenas o som da campainha, de tão velha soa um barulho quase roco que se perpetua em todos os corredores da escola. Hora de começar a aula. A professora Bianca, de História, entra em sala, e dirigindo-se a sua mesa, dá um “Bom dia” aos alunos. Sentada, apressa-se para fazer a chamada. Quando chegou no nome de João, teve que gritar. O pequeno está tão longe em pensamento que a professora o chamou mais uma vez. Joããão?!!! Em um susto, ele responde: Presente professora.

Mas o que se passava naquele pensamento? João tinha vergonha de falar. Estaria ele com sono e cansado? Esse era só um detalhe. No pensamento dele mora a lembrança de sua mãe, pois ela passa tanto tempo fora de casa trabalhando que é impossível não sentir falta. É verdadeira a necessidade de conversar com alguém, de contar o que se passa em seu dia-a-dia, de confessar seu desinteresse pelos estudos.

 

Ao final da primeira aula...

 

Cecília fecha os cadernos, despede-se dos alunos, arruma suas coisas e sai correndo para não perder a hora da aula na outra escola.

No caminho: trânsito ruim. Por que toda segunda feira é um caos? Eu bem que poderia dar aula em uma escola que não fosse do outro lado da cidade. Reflete ela apenas em pensamento.

Dessa vez sem um Data Show, resta usar os livros didáticos e escrever no quadro. Antes de ir à classe, Cecília se dirige a sala dos professores para separar o material da turma. O espaço se assemelha a um pequeno depósito, com apenas uma mesa no centro e os armários cheios de objetos de limpeza.

Ela se assusta com o barulho que parece não ter fim. Todos os professores conversando em tom alto, quase impossível de compreender. Calada e desmotivada, a jovem pega seu material e anda em direção a sala de aula.

Ao entrar na sala, depara-se com a mesma bagunça de sempre. E mais uma reflexão vem à tona: Por que a educação pública nesse país é tão ruim? Por que as escolas estão sempre tão sucateadas e sem estrutura para atender seus alunos? É difícil a vida de um professor de educação básica. 

João olhando pela janela enxerga Cecília, a única professora com quem tem um enorme carinho e afeto. Desajeitado, ele corre para abraçá-la exclamando um grito bastante animado: “ Professoraaaa! Seja bem-vinda! ”.

A educadora que caminhava com tantos questionamentos se atenta para o abraço tão caloroso de João.

– Bom dia, querido! Responde Cecília.

– Posso ajudá-la, professora?

Sempre tão atencioso, o garoto se alegrava quando a via e se dispunha a ser solidário, já que sua afeição era recíproca. Não era para menos, o menino enxergava ali o amor e a atenção que não recebia de sua mãe.

Obrigada, João! Você pode se assentar com seus colegas. Em agradecimento pelos gestos do menino, a professora inicia sua aula escrevendo no quadro com o pincel que havia pego.

Mas nem tudo é um mar de rosas. Ao mesmo tempo que João era uma ótima pessoa com a professora, era um péssimo aluno. Não tinha a mesma facilidade de Pedro para aprender os assuntos.

Certa vez, os pais ausentes de João Guilherme foram chamados pela direção da escola. O pai jogava a culpa na mãe, ela responsabilizava o pai do menino pelo abandono precoce e os professores culpavam os pais. A confusão foi tão grande que acionaram o conselho tutelar para intervir. O motivo? João não queria fazer as atividades que seus professores pediam. A única pessoa que se dispôs a ajudar e acompanhar de perto o progresso do menino, foi Cecília.

Ela, com muita devoção, passou a dar uma atenção especial ao aluno, já que, se o incentivo não vinha de dentro de casa, deveria vir da escola. João, na quinta série, não sabia ler, nem escrever direito, tinha muitas dificuldades. Foi então que, em um dos seus planejamentos de aula, lembrou de Pedro, seu aluno mais dedicado da escola particular e fez uma comparação com João. A diferença entre eles eram as oportunidades que Pedro tinha e João não, mas ambos possuíam uma personalidade parecida. Logo pensou e tomou a iniciativa de ajudá-lo a mudar essa realidade.

Cecília passou a sempre buscar um tempo para conversar com o menino, fosse no início ou no final das aulas. Procurava instigar nele o gosto pela leitura, o interesse pelos estudos, contando histórias e deixando que ele descobrisse o final se lesse o livro. Assim, João começou a mudar de comportamento.

 

Em um dia como outro qualquer...

 

Cecília estava a caminho da primeira aula na escola particular, lembrando de Pedro e João, quando teve a ideia de criar uma ação social para arrecadar livros e brinquedos para seus alunos da escola pública, pois o dia das crianças estava chegando e ela sabia que muitos deles não ganhariam nada de presente.

 Ao chegar na escola, foi imediatamente falar com sua coordenadora.

– Então, coordenadora, eu tinha pensado que os alunos da quinta série daqui poderiam fazer doações de brinquedos e livros que eles não utilizam mais. Afinal, eles têm aos montes. Os pais sempre reclamam que os objetos vivem indo para o lixo, porque os filhos perdem o interesse e não querem utilizar mais. Esse material seria doado para a outra escola em que eu dou aula. Lá as crianças são muito carentes e não possuem condições financeiras para comprar. A intenção é unir as duas turmas em um pequeno evento. Os alunos de lá [escola pública] ganhariam os livros e fariam uma contação de histórias para os nossos alunos daqui.

– Nossa, Cecília, que ideia fantástica! Seria até uma oportunidade de mostrar aos nossos alunos como a vida é diferente fora do restrito mundo deles. Acho que a experiência vai ser importante. Eles precisam ver com os próprios olhos que existem crianças mais pobres, que vivem com muito menos do que todos eles e que necessitam da solidariedade e do amor do próximo. Comentou, a coordenadora.

– A ideia é exatamente essa! Criar esse choque de realidade. Até porque, há tempos que os alunos daqui vivem dispersos, não querem prestar atenção nas aulas, só vivem no celular o tempo todo. Serão trocas de experiência.

– O projeto está apoiado. Vamos dar início aos preparativos. Viabilize tudo com a coordenação da sua outra escola. Finalizou a coordenadora.

Assim Cecília seguiu seus afazeres completamente empolgada e feliz pela ideia.

Na sala de aula ela explicou aos alunos qual era a sua proposta. No início eles ficaram meio receosos, com medo do contato com uma classe mais abastada que a deles, mas logo cederam e ficaram extasiados pela iniciativa. Era mais quem levantava o braço se dispondo a ajudar e a doar, dizendo que possuía muitos livros em casa que já tinha lido e que não precisava mais. Sem falar nos brinquedos. Uma infinidade deles sem já tanta utilidade.

No fundo, a professora ficou extremamente contente em perceber o espírito solidário que existe dentro de cada criança. Embora eles possuíssem mais dinheiro, a essência infantil ainda prevalecia. Nessas horas que ela concluía que nem tudo está perdido, que o mundo pode sim ter jeito.

 

Mais tarde, na outra escola...

Como já era esperado, o projeto foi completamente abraçado por todos. A direção ficou agradecida pela iniciativa de Cecília, além de frisar que os alunos precisam da atenção da sociedade também. A escola ajuda como pode, mas nem sempre consegue suprir todas as demandas. Foi então que a professora foi apressada contar a novidade aos seus queridos alunos.

– Crianças! Crianças! Sentem-se! A novidade hoje é boa!

– Conta, professoooraaa! Todos falaram como em um coral.

– O que vocês achariam de receber livros e brinquedos? O dia das crianças está se aproximando... seria um verdadeiro presente.

– SIIIIM!!! Gritaram!

– Mas como a gente conseguiria isso? Indagou João, sempre curioso.

– É assim, João. Vocês têm amiguinhos que não conhecem ainda. Eles também não conhecem vocês, mas estão bastante curiosos para conhecê-los. E eles querem fazer uma boa ação esse ano, então escolheram o dia das crianças para isso, vão doar os livros e brinquedos que eles não usam mais para tornar o dia de vocês mais feliz. Esses amiguinhos novos são os meus alunos da outra escola em que dou aula.

– Sério que eles querem conhecer a gente?! E vão dar os brinquedos deles?! Não acredito! Falavam as crianças com os olhos brilhando como vagalumes. Eram os olhos da esperança.

Durante três dias, Cecília tomou frente para organizar todos os preparativos do grande evento. Na quadra do colégio de Pedro, a professora montou pequenos puffs com mini travesseiros coloridos para a contação de histórias, uma das grandes atrações que seriam realizadas naquela manhã de sábado ensolarado. Eram livros, revistas, jornais e brinquedos espalhados por todos os cantos, nas estantes, nas mesas, nas mãos dos alunos.

Com a quadra cheia de crianças, Cecília pegou um microfone e disse em tom animado “Sejam bem-vindos, queridos! Animados para o dia de hoje? ”. Era tanto entusiasmo que quase não dava para entender o que os alunos falavam. Ela então decidiu formar uma grande roda com todos os seus alunos, os que iriam receber os presentes e os dispostos a doar.

Em seguida, a professora teve a brilhante ideia de fazer uma dinâmica entre as crianças, em que um aluno escolheria o livro e a pessoa a quem presentear. Foi nesse instante que Pedro, analisando cuidadosamente a prateleira, pegou o clássico “Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry.

Com seu jeito atencioso, foi procurando qual aluno pudesse se identificar com a leitura da obra. Até que, sem querer, esbarrou em João.

- Desculpa. Disse Pedro.

- Não foi nada, tá tudo bem! Respondeu João Guilherme.

A partir daí os dois não se desgrudaram durante a manhã toda. Pedro logo pensou “É para ele que eu vou entregar o livro”

E foi assim que João todo animado recebeu o livro, com um abraço de Pedro. Cecília bem de longe enxergou os dois alunos trocando gestos fraternos e se dirigiu a eles super contente.

- Oi, meninos? Pelo visto vocês se deram muito bem! Comentou.

- Sim, professora. O João me ensinou muitas coisas essa manhã.

O menino, que em poucas horas vivenciou uma experiência totalmente diferente da sua realidade, descobriu que existe um mundo onde as pessoas conseguem perpetuar pequenos momentos em grandes histórias.

João Guilherme viu em Pedro um jeito simples, apesar de estar todo arrumado com o tênis de marca, roupa toda passadinha, cabelo bem penteado, mas que demonstrava ter um caráter exclusivo, de um menino que guardara dentro do seu peito um coração bom e humilde.

Assim, o dia terminou e as crianças voltaram para suas casas com as boas lembranças de um momento que ficará guardado para sempre.

Poderíamos dizer agora que João conseguiu unir a família, que as coisas mudaram dentro de casa, que a mãe passou a ser mais presente e atenciosa, que o pai se reconciliou e voltou para o seio familiar, mas não. Nada disso aconteceu. O menino apenas melhorou na escola, o que já é um grande avanço. Agora é um dos melhores alunos e estuda por conta própria, já que não tem muito com quem contar. Ele passou a ser um garoto dedicado e estudioso, enfrentando diariamente seus próprios limites. João agradece imensamente todo o empenho da querida professora Cecília por nunca ter desistido dele, além de ter acreditado no seu potencial. E o presente de Pedro? Agora é livro de cabeceira do pobre menino.

Pedro continuou com sua vida normal, agraciado pelas bênçãos que Deus proporcionou a ele. Mas na cabeça, ainda guarda a imagem do amigo que ganhou naquele dia. Vez ou outra pergunta por João, quer novidades, saber se ele já terminou o livro e se gostou.

Cecília permanece na vida corrida, sempre de um lado para o outro e sem tempo para si mesma. Para ela, o mais importante é a visão de águia que ela possui, de enxergar o que está além. A gratificação pelo sucesso de João, não tem preço. Muito menos em saber que contribuiu para a construção da grandeza de seus pequenos alunos. Afinal, ser um educador, é isso, ganhar mentes e corações.

 

Por: Amanda Paiva, Cindy Pantoja e Geisiane Nascimento

 

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